sábado, 25 de agosto de 2012

°º No pier º°


por Milla Furtado, segunda, 2 de Maio de 2011 às 23:15

Quantas vezes naquele pier olhando o mar se chocar nas pedras, vi de longe, casais apaixonados declarando seu amor, de braços abertos, registrando nas areias seu sentimento eterno.

Lá do pier, vi crianças correndo livremente e pulando no mar, como se fosse a primeira vez; fazendo castelinhos de areia bem na margem.

O som que silencia o mundo e dá ouvidos a alma. 

Ali naquele pier, vi muitas vezes pessoas solitárias e tristes, olhando fixamente ao horizonte, tentava de longe adivinhar o que se passava, mas era um segredo, um mistério.Pareciam estar em outro plano.

Ali na plataforma do pier eu gravei algumas iniciais, nem lembro quais eram, faz tempo.... mas não estão mais lá... 

Lá do pier, eu vi o sol se por.... também vi ele nascer.

Os castelinhos de areias, as juras de amor e as pegadas na areia podem ser apagadas pelas ondas, que invadem a areia. Mas o sentimento, a lembrança daquela tarde na praia nenhum mar é capaz de apagar, as muitas águas jamais apagarão.

No pier, vendo o sol se por, via pessoas com histórias e semblantes diferentes, cada um com uma história, com sua particularidade, com sua individualidade.
 Alguns corriam, outros jogavam, outros escutavam música, outros surfavam...
 Nas areias vi pegadas, vi também histórias e vi sentimentos... tudo ali, na areia.
 Eu apenas as observava.
 Ali, logo ali,
 No pier.
Nas areias vi pegadas, vi também desenhos... vi histórias e vi sentimentos, tudo ali registrado na areia da praia.

Milla Furtado

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