Quantas vezes naquele
pier olhando o mar se chocar nas pedras, vi de longe, casais apaixonados
declarando seu amor, de braços abertos, registrando nas areias seu sentimento
eterno.
Lá do pier, vi
crianças correndo livremente e pulando no mar, como se fosse a primeira vez;
fazendo castelinhos de areia bem na margem.
O som que silencia o
mundo e dá ouvidos a alma.
Ali naquele pier, vi
muitas vezes pessoas solitárias e tristes, olhando fixamente ao horizonte,
tentava de longe adivinhar o que se passava, mas era um segredo, um
mistério.Pareciam estar em outro plano.
Ali na plataforma do
pier eu gravei algumas iniciais, nem lembro quais eram, faz tempo.... mas não
estão mais lá...
Lá do pier, eu vi o
sol se por.... também vi ele nascer.
Os castelinhos de
areias, as juras de amor e as pegadas na areia podem ser apagadas pelas ondas,
que invadem a areia. Mas o sentimento, a lembrança daquela tarde na praia
nenhum mar é capaz de apagar, as muitas águas jamais apagarão.
No pier, vendo o sol
se por, via pessoas com histórias e semblantes diferentes, cada um com uma
história, com sua particularidade, com sua individualidade.
Alguns corriam,
outros jogavam, outros escutavam música, outros surfavam...
Nas areias vi
pegadas, vi também histórias e vi sentimentos... tudo ali, na areia.
Eu apenas as
observava.
Ali, logo ali,
No pier.
Milla Furtado

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