"Algumas pessoas perdem para valorizar, outras perdem para ganhar, tudo depende do cenário e seus protagonistas."
Milla Furtado
domingo, 17 de fevereiro de 2013
°º O encontro º°
“Meu olhar eleva-se e junta-se aos meus pensamentos, bem lá no alto, aonde os pássaros brincam livremente.
A sensação de que já lhe vi antes, ainda que em sonho, ou ainda que em imaginação.
Ou, sei lá, ainda que nunca tenha lhe visto, a sensação de que já lhe conheço: uma vida inteira.
As horas passam... os dias passam....
O som de nossas almas soam feito notas musicais numa melodia perfeita, eu a ouço toda noite antes de dormir. E sei que a ouve também.
Nossos olhares se cruzam nas estrelas, não somos nós que assistimos ao luar, eles quem nos assistem: fascinados.
A noite passa... as horas passam... os dias passam...
Nossos corações se entrelaçam, nossas pegadas se encontram, nossos lábios sorriem, nossas mãos se unem.
Numa mesa colocamos nossos sonhos, nossos caminhos, nossos destinos, uma exposição de histórias. Nosso encontro não foi um acaso, foi algo esperado não somente por nós, mas a vida ansiava por esse momento.
Agora seremos um.
O horizonte é o nosso destino, o céu a nossa tela, a natureza nossa inspiração e nosso amor nossa trilha sonora.
O vento nos mostra os novos caminhos a seguir, agora juntos, o mesmo vento que um nos encontrou hoje nos leva além.
Te amar é tão leve, te amar é doce, feito algodão doce. O sabor fica no paladar, lembranças de uma infância boa.
Meus pés não tocam o chão... o sonho se tornou a vida, e a vida se tornou um sonho.
Seu sorriso atrás de um raio de sol, me acorda a cada manhã. Como é bom te amar.
Você é real, sinto sua pulsação, seu hálito de menta.
Meu olhar eleva-se e junta-se aos meus pensamentos, bem lá no alto, aonde os pássaros brincam livremente.
A vida nos assiste, acompanha cada passo... cada pegada fincada na areia do mar.
Eles anseiam nosso encontro.”
Milla Furtado
°º O tempo: cada um tem o seu º°
"O meu desafio é andar sozinhoEsperar no tempo os nossos destinos..." (João de Barro - Maria Gadú)
Não se trata de não viver o que a vida tem para você, mas sim respeitar o seu tempo, respeitar seu momento, e dessa forma reaprender a viver a vida, a cada dia.
Muitos atropelam, não se respeitam, e simplesmente acumulam feridas em cima de feridas o que pode causar um câncer.
A pausa para a cura é necessária, ainda que seja em nossos corações, é necessário para que um dia você não chegar a deixar de acreditar no amor.
E assim como as folhas secas caem no outono, logo chega a primavera e tudo torna a nascer.
Não importa muito quanto tempo irá levar, e sim saber que um dia irá passar, e que seja lá qual for o tempo, será o tempo necessário.
Nada acontece por acaso.
Permita-se, mas acima de tudo Respeite-se!"
PS.: Muitos irão te julgar, mas não será nada pessoal, mas julgarão por achar que deve tentar e tentar, que a parada é desnecessária, mas somente cada um de nós para sentirmos as dores que sentimos e também saber até aonde podemos aguentar. E assim, seguir, tem sim como continuar seguindo sem sair do lugar.
Milla Furtado
°º A felicidade º°
De gota em gota se enche um copo.
De grão em grão a galinha enche o papo.
De pedras em pedras se constrói um caminho.
De riso em riso se faz a felicidade.
A felicidade são pequenos momentos especiais, com pessoas especiais e em lugares especiais, e se trocar o "especiais" por normais ainda continuara sorrindo, porque o que as tornam especiais são justamente o que esta sentindo, e quando é verdadeiro, seja amizade, seja amor, tudo se torna puro, tudo se torna real, tudo se torna inesquecível.
Permitir-se viver, aprender, sofrer, sorrir, chorar e acima de tudo permitir esperar o "momento de parar e tornar a começar".
Há momento para todas as coisas debaixo do céu, como já dizia o sábio, inclusive o da pausa, observar os detalhes pode trazer grandes respostas.
Boa noite e pratiquem o sorriso, ele faz bem pra alma!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
°º O amor º°
"O amor é a fonte de inspiração de grandes artistas,
temas de grandes histórias e poemas, de lindas canções.
Motivos de risos e lágrimas, de casos e descasos, e acasos por acaso.
O amor é o início, mas também é o fim.
Com ele vivemos sem ele apenas existimos.
Ele quem dá sentido aos sentidos.
Ele quem dá gosto ao paladar.
Ele quem dá brilho ao olhar.
Ele quem dá sensibilidade ao tocar.
Ele é o motivo do ato e também da consequência.
Ele quem direciona, mas também desorienta.
Feito bússola.
Ele encontra, mas se perde.
Ele ora existe e ora se esconde.
Por deixar de existir, não faz parte de seu vocabulário.
O dia que o amor se for, o mundo acaba.
Ele nasce, mas também morre.
Ele destrói, mas para reconstruir, regenerar, evoluir, crescer.
Ele é lembranças do ontem, mas também é a esperança do amanhã.
Ele é bom, ele é mal, Mas ele é o males que vem para o bem.
Ele é nostalgia, mas também é terapia.
Ele é sofrimento e dor, mas também é regojizo e gargalhadas.
Ele é fonte insaciável de lágrimas de risos e choros, de alegrias e tristezas que fluem de um mesmo lugar, ao mesmo tempo sem parar.
O amor traz a dor, mas ele também traz a cura.
O amor é o ínicio e também o fim.
Feito aliança."
Milla Furtado
sábado, 5 de janeiro de 2013
Um doce vento.
A canção despertou o desejo de lhe conhecer, meus olhos te
viram num conjunto de luzes.
Num encontro e desencontro nos encontramos e numa tarde
nossos olhos se entrelaçaram. E ainda que breve, ali vimos que era apenas o começo.
Parecíamos velhos amigos, de tempos.
Com limões e folhas verdes, me fez sorrir. Um
beijo aconteceu. A noite estava estrelada. Abri meus olhos e o vi olhar para
mim.
Você me levou ao intimo de seus segredos.
Numa garupa, sonhamos sonhos jamais realizados, de braços abertos
a velocidade aumentou e o vento fechou um dia.
Risos, conversas, e compartilhamentos de histórias.
Numa noite eu olhei a estrela e fiz um pedido a Deus.
Num lugar lindo, um paraíso surgiu. Seus olhos uniam o céu,
o sol e o mar. Um silencio invadiu e deitados na grama ficamos apreciando o infinito azul.
Num penhasco dividiu comigo seu esconderijo particular, la de cima via-se o sol se por.
Mergulhei nas profundezas de seu olhar, que me transmitiam
uma profunda paz, me sentia segura, na medida que mergulhava cada vez mais fundo.
Te levei ate o intimo de minha alma, revelei o mais obscuro e
precioso de meus segredos, e juntos mergulhamos
nas profundezas daquele oceano misterioso, um barco afundado aonde havia uma caixa dourada que
se revelava a luz do sol, raios que invadiam pelo jardim de inverno.
Você
estava ali, permanecia ali, eu tinha medo, mas suas mãos estavam segurando firmes a minha, sabia que estava comigo, mergulhávamos juntos, seu olhar me transmitia a confiança que eu precisava.
Me senti bem, me
senti leve, ainda que nas profundezas do oceano, me senti a leve brisa que vem depois do vento.
Mais um dia havia passado.
E assim como o vento, se foi, passou...
Não se sabe ao certo como veio nem como se foi, apenas se sabe que
passou, não deixara marcas, mas o vento não se vê, se sente.
E consigo trouxe o inverno, o frio. Da varanda
ficava o aguardando retornar, que voltasse novamente a balançar meus cabelos
como nos dias quentes de verão. Mas havia apenas um vento frio e gelado.
E assim como um vento, estou eu aqui no alto, sinto um vento frio de verão que me desperta, lembrando daquela leve e doce brisa que adocicou meu verão, não é o mesmo vento. Foi rápido, mas foi de todos, o vento mais doce que senti.
Novamente
estou eu a olhar para o céu, uma estrela brilha mais e a luz do luar eu reforço meu pedido a Deus.
Adeus, meu doce vento, que encontre seu lugar e que seja muito feliz.
Que encontre sua primavera perfeita, e que seja constante enquanto durar.
Ainda lembro de seu olhar quando olho para o mar. Então fecho meus olhos e selo com um sorriso.
Um suspiro escapa.
Passou tão rápido que nem consegui lhe mostrar aonde me escondo, o meu esconderijo particular, assim como o seu, mas com um detalhe, daqui vê-se o sol nascer.
Milla Furtado
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