sábado, 25 de agosto de 2012

°º Acidentes da vida º°


por Milla Furtado, domingo, 16 de Outubro de 2011 às 11:56

Ao sofrermos um acidente, normalmente nosso corpo produz a adrenalina, e várias enzimas para garantir a sobrevivência, nosso corpo vive a cada dia com o objetivo de viver e garantir sua existência. Essa adrenalina faz com que a dor, naquele momento não seja tão realçada, não é inacreditável ver uma pessoa com a perna quebrada conseguir levantar e caminhar um pouco, mas quando seus olhos vêem essa fraturas, e vêem o socorro se aproximar a dor começa, de tal forma, que nos leva a um desespero , ver seu braço praticamente decepado de seu corpo. Seu osso ali exposto, seu sangue no chão. Então vem os paramédicos e te tranqüilizam, com uma dose de alguma coisa. Quando você acorda está numa cama, há dias, você não tem mais muita noção do tempo, de dias e horas, mas ao olhar para o lado, você não vê mais aquele braço, e sim uma série de curativos. Não sabe como está, mas as lembranças estão vivas na sua memória. A dor não está mais forte, está controlada. Não adianta simplesmente, encarar que nada aconteceu. Aconteceu sim, todo acidente causa um trauma e precisa ser cuidado. Mas o que nós, seres humanos, não aceitamos é esperar o nosso tempo, exigimos muito de nós.  O difícil não é estar na U.T.I. e sim passar para o outro quarto estar respirando sozinho e não poder sair do quarto. A sensação de ter perdido algo, é angustiante, e aprender então a viver sem isso é mais ainda. Se há alguma forma de suportar as percas é encarando a realidade da forma mais real e pura, e então reaprender a viver ela.
Essa foi uma ilustração com um acidente e a perca de um braço. Mas agora pense nos diversos acidentes que encaramos todos os dias, alguns simples outros mais graves, e as percas que temos. O cenário pode mudar, as percas podem mudar, mas seu corpo continua dia a dia trabalhando para existir. Esse é o seu objetivo.
Se você um dia ficar chocado com uma cena em um momento de sua vida, e ao abrir os olhos estiver dopado na sua cama, sem noção de tempo, não fique triste e sim feliz, por ter sobrevivido, e lute com todas as suas forças para se recuperar, para sobreviver.
A sua mente precisa querer, você precisa querer.
Os paramédicos sempre surgem, sejam amigos, familiares, ou até mesmo desconhecidos, as doses tranqüilizantes sempre são injetadas, seja através de um abraço, de um sorriso, de uma mensagem, e a esperança sempre surge com o amanhecer do dia.
O consolo vêm ao anoitecer, na certeza que conseguiu viver mais um dia.
O grande médico está sempre atento ao seu paciente, mas para um resultado positivo e uma recuperação rápida, o paciente acima de tudo precisa ser PACIENTE.

Abraço e boa recuperação a todos!

Milla Furtado

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