sábado, 4 de dezembro de 2010

A dor.

Ela vem se pedir permissão, uma entrusa mesmo, sua chegada já é dolorida, pois já fere nosso ego.
Fere nossa vontade de ter controle de tudo que rodeia nosso universo interno. Ela consome seus pensamentos, até o momento em que você não pensa em mais nada a não ser nela: na dor. Ela é egoísta e absoluta.

O remédio vem da alma, e se reflete da maneira mais singela. Mas pede permissão. Porém a dor tenta ofuscar isso, pois sabe que se você permitir ela será obrigada a sair.

A dor é como algo obscuro e solitário, e o sorrir é como luz que radia, brilhante como o sol da manhã e todos se aproximam, pois é afetuoso e aconchegante como lareira em noites frias.
O sorriso está diretamente ligado a felicidade que irradiamos e a tristeza está ligada a dor que sentimos, seja ela fisica, mental ou espiritual.

Podemos ser mais fortes que a dor, se permitimos sorrir e deixar essa luz irradiar por todo nosso corpo.

A dor ainda pode estar ali, mas logo se vai, pois a escuridão é a ausência da luz. E quando a luz vem, a escuridão se vai, pode ficar as sombras, mas quanto maior a intensidade dessa luz, as sombras se vão e fica apenas a luz.

Aonde há luz não escuridão.

Portanto sorria, e tire outras pessoas dessa escuridão.

Dessa solidão, dessa dor.

Milla Furtado.