Quão doce e delicado
é o orvalho que cai sobre as flores ao anoitecer.
Um beijo suave e
amoroso de boa noite.
Elas são
amadas.
Quão fascinante
os pássaros em bando
procurando o
horizonte ideal a seguir.
Eles são
cuidados.
Da minha janela
vejo o mundo com um olhar diferente.
Meu canto predileto
da casa, sou a maior espectadora da vida.
Vejo-a passar
como uma linda trilha, num olhar romântico e inocente.
As notas se formam,
numa melodia sincronizada.
Logo ali, está
o meu predileto. O ponto perfeito para ver o sol nascer.
Ele ilumina os
olhares tristonhos ao horizonte; seca as lágrimas que rolaram pela noite;
aquece o frio mórbido
da escuridão, e traz a sensação de mais um dia.
Bem ali,
eu meu deito e me levanto. Vejo o espaço por um ângulo diferente.
Com os
dedos toco as estrelas, e me embreago de lágrimas, ali adormeço de sorrisos, e
risos, e lembranças.
Mas ali,
logo ali, ele nasce.
Avisando
que é hora de levantar, vestir as roupas, tomar um café, fechar a porta.
E
viver...
Aonde estiver uma
janela, haverá um olhar curioso, buscando algo, mas ali, é o meu predileto.
De lá vejo
tudo, vejo o mundo.
Ali, bem ali,
basta fechar os olhos e lembrar.
Milla Furtado

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