sábado, 25 de agosto de 2012

°º Janela º°


por Milla Furtado, quinta, 12 de Maio de 2011 às 19:12

Quão doce e delicado é o orvalho que cai sobre as flores ao anoitecer.
Um beijo suave e amoroso de boa noite. 
 Elas são amadas. 
 Quão fascinante os pássaros em bando
procurando o horizonte ideal a seguir. 
 Eles são cuidados.
 Da minha janela vejo o mundo com um olhar diferente.
Meu canto predileto da casa, sou a maior espectadora da vida.
 Vejo-a passar como uma linda trilha, num olhar romântico e inocente.
As notas se formam, numa melodia sincronizada.
 Logo ali, está o meu predileto. O ponto perfeito para ver o sol nascer.
Ele ilumina os olhares tristonhos ao horizonte; seca as lágrimas que rolaram pela noite;
aquece o frio mórbido da escuridão, e traz a sensação de mais um dia.
  Bem ali, eu meu deito e me levanto. Vejo o espaço por um ângulo diferente.
  Com os dedos toco as estrelas, e me embreago de lágrimas, ali adormeço de sorrisos, e risos, e lembranças.
  Mas ali, logo ali, ele nasce.
  Avisando que é hora de levantar, vestir as roupas, tomar um café, fechar a porta.
  E viver...  
Aonde estiver uma janela, haverá um olhar curioso, buscando algo, mas ali, é o meu predileto.
 De lá vejo tudo, vejo o mundo.

 Ali, bem ali, basta fechar os olhos e lembrar.

Milla Furtado

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