sábado, 5 de janeiro de 2013

Um doce vento.


A canção despertou o desejo de lhe conhecer, meus olhos te viram num conjunto de luzes.

Num encontro e desencontro nos encontramos e numa tarde nossos olhos se entrelaçaram. E ainda que breve, ali vimos que era apenas o começo.

Parecíamos velhos amigos, de tempos.

Com limões e folhas verdes, me fez sorrir. Um beijo aconteceu. A noite estava estrelada. Abri meus olhos e o vi olhar para mim.

Você me levou ao intimo de seus segredos.

Numa garupa, sonhamos sonhos jamais realizados, de braços abertos a velocidade aumentou e o vento fechou um dia.

Risos, conversas, e compartilhamentos de histórias.

Numa noite eu olhei a estrela e fiz um pedido a Deus.

Num lugar lindo, um paraíso surgiu. Seus olhos uniam o céu, o sol e o mar. Um silencio invadiu e deitados na grama ficamos apreciando o infinito azul.

Num penhasco dividiu comigo seu esconderijo particular, la de cima via-se o sol se por.

Mergulhei nas profundezas de seu olhar, que me transmitiam uma profunda paz, me sentia segura, na medida que mergulhava cada vez mais fundo.

Te levei ate o intimo de minha alma, revelei o mais obscuro e precioso de meus segredos, e juntos mergulhamos nas profundezas daquele oceano misterioso, um barco afundado aonde havia uma caixa dourada que se revelava a luz do sol, raios que invadiam pelo jardim de inverno.

Você estava ali, permanecia ali, eu tinha medo, mas suas mãos estavam segurando firmes a minha, sabia que estava comigo, mergulhávamos juntos, seu olhar me transmitia a confiança que eu precisava.

Me senti bem, me senti leve, ainda que nas profundezas do oceano, me senti a leve brisa que vem depois do vento.

Mais um dia havia passado.

E assim como o vento, se foi, passou...

Não se sabe ao certo como veio nem como se foi, apenas se sabe que passou, não deixara marcas, mas o vento não se vê, se sente.  

E consigo trouxe o inverno, o frio. Da varanda ficava o aguardando retornar, que voltasse novamente a balançar meus cabelos como nos dias quentes de verão. Mas havia apenas um vento frio e gelado.

E assim como um vento, estou eu aqui no alto, sinto um vento frio de verão que me desperta, lembrando daquela leve e doce brisa que adocicou meu verão, não é o mesmo vento. Foi rápido, mas foi de todos, o vento mais doce que senti. 

Novamente estou eu a olhar para o céu, uma estrela brilha mais e a luz do luar eu reforço meu pedido a Deus.

Adeus, meu doce vento, que encontre seu lugar e que seja muito feliz.

Que encontre sua primavera perfeita, e que seja constante enquanto durar.
Ainda lembro de seu olhar quando olho para o mar. Então fecho meus olhos e selo com um sorriso.

Um suspiro escapa.

Passou tãrápido que nem consegui lhe mostrar aonde me escondo, o meu esconderijo particular, assim como o seu, mas com um detalhe, daqui vê-se o sol nascer.


Milla Furtado



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