quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A caminhada

por Milla Furtado, Sábado, 6 de outubro de 2012 às 01:49 


Andando pelas ruas, ao som apenas dos passos firmes que cortam o silencio daquela viela, na lateral da saida.

O vento gelido corta a alma, da mesma forma como aquelas palavras soaram na sala. 

As turbinas numa caixa de metal rasga os ceus em busca de seu destino.

O olhar longe e distraido.

As pequenas folhas se desprendem dos galhos secos, e feito chuva, enfeitam as ruas, formam tapetes dourados.

(Ainda ha folhas verdes).

Uma brisa leva uns pensamentos e disperca outros.

Leva e traz saudades.

O dia esta cinza, meu coracao esta triste, despedacado, feito as pequenas folhas no chao.

No final da rua, a arvore continua firme, os passaros continuam a voar, as criancas continuam a sorrir, os idosos continuam a caminhar, as pessoas continuam andando apressadamente pelas ruas, os edificios continuam a se erguer, e a vida continua.

Assim foi minha caminhada pro vagao que transporta tantos sonhos. Pela janela vejo a vida passar de uma forma rapida e borrada.

As vezes nao entedemos certas coisas, mas o que consola e saber que nada acontece por acaso.

Os passos continuam, os pensamentos, e folhas se desprenderao, e folhas nascerao e assim a vida: continua.

Poema dedicado a um grande amigo, sentirei saudades.

Milla Furtado

Nenhum comentário: