Andando pelas ruas, ao som apenas dos passos firmes que cortam o silencio daquela viela, na lateral da saida.
O vento gelido corta a alma, da mesma forma como aquelas palavras soaram na sala.
As turbinas numa caixa de metal rasga os ceus em busca de seu destino.
O olhar longe e distraido.
As pequenas folhas se desprendem dos galhos secos, e feito chuva, enfeitam as ruas, formam tapetes dourados.
(Ainda ha folhas verdes).
Uma brisa leva uns pensamentos e disperca outros.
Leva e traz saudades.
O dia esta cinza, meu coracao esta triste, despedacado, feito as pequenas folhas no chao.
No final da rua, a arvore continua firme, os passaros continuam a voar, as criancas continuam a sorrir, os idosos continuam a caminhar, as pessoas continuam andando apressadamente pelas ruas, os edificios continuam a se erguer, e a vida continua.
Assim foi minha caminhada pro vagao que transporta tantos sonhos. Pela janela vejo a vida passar de uma forma rapida e borrada.
As vezes nao entedemos certas coisas, mas o que consola e saber que nada acontece por acaso.
Os passos continuam, os pensamentos, e folhas se desprenderao, e folhas nascerao e assim a vida: continua.
Poema dedicado a um grande amigo, sentirei saudades.
Milla Furtado

Nenhum comentário:
Postar um comentário