quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

°º O amor que existe em mim º°


por Milla Furtado, Sexta, 4 de janeiro de 2013 às 03:07

As palavras se cruzam, se entrelaçam com sentidos e sentimentos.
Um tropeço, um suspiro, um soluço, mãos soam, pupilas dilatam, lábios secam, gaguejos se atropelam...
Uma sensação atrapalhada, que deixa os pensamentos confusos, as batidas do coração fortes doem no peito, não tem a mesma serenidade, de vê-lo de longe.
Não consigo te observar para decorar cada detalhe, me falta o ar, me dá calor, me dá frio. Estar perto e não te ter é tormento, de longe posso estar ao seu lado de uma forma diferente.

Às vezes prefiro o silencio do meu quarto a escuridão de minha cama, a solidão do pier é lá que consigo estar num lugar perfeito: ao seu lado.
Lá eu te encontro verdadeiramente, lá eu me encontro.

Então fecho meus olhos, respiro pausadamente, me imagino lá. A minha sede de você só faz eu me afastar. É querendo não te perder que te perco, querendo te esquecer que me lembro, querendo te amar que te...

Não consigo disfarçar....

Ah... se eu pudesse controlar meus sentidos, meus sentimentos, mas quando sinto seu cheiro, quando vejo seu olhar, quando ouço sua voz, me sinto flutuar, sinto algo novo que não sei lidar... me perco em mim, e me encontro de verdade.

Você desperta em mim o meu melhor e o pior, mas ainda preciso aprender a lidar com isso, sinto medo.

Sinto-me como um vulcão em plena erupção, um impetuoso furacão, a imensidão do mar, em plena tempestade de sentimentos, o tempo me ensinara a lidar com cada um deles ate me tornar um mar de mansidão. Um calmaria, um barquinho navegando no mar...

A brisa leva meus pensamentos... meu peito dói, você ainda esta aqui.

Não foi eu quem escolhi permanecer, eu fugi, mas quanto mais eu fujo, mais me aproximo.

Não sobreviverei se não enfrentar...

Eu sei, eu sinto.

O coração sangra, o tempo passa e estanca... no peito um aperto... ainda que não o tenha, me enfrento, me encontro, me descubro.

Ainda que sozinha, a lua se mantém no céu, abrilhantando a noite, ninguém sabe que atrás de tanta beleza, tanto brilho, tanta majestade, pode haver tanta solidão.

Atrás de um belo sorriso, esconde-se uma dor, disfarça a tristeza, mas não segura uma lagrima.

Mas tão sublime, que passa despercebida.

Já posso respirar e sentir meus pulmões encher... meu peito não dói mais.
 
Você não esta mais aqui.

Sua vida continuou, eu quem parei, na esperança de recuperar aquilo que levou consigo.

Anos passaram-se, aprendi que não irei recuperar jamais aquilo que perdi, mas aprendi a conviver com a perda.

Convivo e vivo a cada dia, carrego em mim a esperança de um dia senti-lo, ouvi-lo ou simplesmente vê-lo novamente, ainda que de longe.

Mas dessa vez é diferente. Existe uma calmaria dentro de mim. A tempestade passou, um barquinho tranquilo veleja em águas calmas.

O segredo não é apagar o que já aconteceu, é encarar a realidade e saber lidar com cada situação. Carregar no peito uma dor, não é sinônimo de fraqueza, e sim de força e superação, muitos desistem lá atrás quando decidem apagar as suas vidas.
Os fortes permanecem, levam consigo suas marcas e assim constroem suas historias.


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